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Título: Estado nutricional e anemia em crianças Suruí, Amazônia, Brasil
Autor(es): Orellana, Jesem D. Y.
Coimbra Junior, Carlos E. A.
Lourenço, Ana Eliza Port
Santos, Ricardo Ventura
Afiliação: Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisa Leônidas e Maria Deane. Manaus, AM, Brasil
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Rio de Janeiro, RJ, Brasil / Universidade Federal do Rio de Janeiro. Museu Nacional. Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Resumo: Objetivo: Analisar o perfil nutricional de crianças indígenas Suruí menores de 10 anos através da antropometria e da dosagem de hemoglobina. Métodos: A pesquisa foi conduzida em fevereiro-março de 2005 na Terra Indígena Sete de Setembro, na fronteira de Rondônia com Mato Grosso. Estatura e peso foram obtidos segundo técnicas padronizadas e comparados à referência do National Center for Health Statistics (n = 284). A concentração da hemoglobina foi determinada utilizando ß-hemoglobinômetro portátil (Hemocue) (n = 268). Resultados: As porcentagens de crianças com déficit (escore z £ -2) nos índices estatura para idade, peso para idade e peso para estatura foram 25,4, 8,1 e 0%, respectivamente. Nas menores de 5 anos, foram 31,4, 12,4 e 0%, respectivamente. A ampla maioria das crianças estava anêmica (80,6%), alcançando 84,0% naquelas de 6 a 59 meses de idade. Conclusões: Os resultados apontam para um quadro de alta prevalência de desnutrição e anemia nas crianças Suruí. A comparação com resultados de inquérito anterior indica que houve redução expressiva na prevalência de baixa estatura para idade entre 1987 e 2005 (de 46,3 para 26,7% nas crianças menores de 9 anos). Por sua vez, 3,9% das crianças apresentaram sobrepeso em 2005, o que não foi observado em 1987. As prevalências de anemia não se modificaram substancialmente entre os dois períodos. Apesar das melhoras observadas no perfil antropométrico, as prevalências de déficits nutricionais ainda permanecem muito mais elevadas que as observadas na população brasileira em geral. Impõe-se a necessidade da implantação de atividades sistemá- ticas e regulares de monitoramento do crescimento e desenvolvimento das crianças indígenas, com ênfase na vigilância nutricional.
Palavras-chave: Brasil
Índios Sul-Americanos
Região Norte
Saúde de Populações Indígenas
Mato Grosso
Região Amazônica
Epidemiologia
Região Centro-Oeste
Suruí
Rondônia
Saúde da Criança
Antropometria
Anemia
Estado Nutricional
Avaliação Nutricional
Desigualdades em Saúde
Inquéritos Nutricionais
Deficiências Nutricionais
Baixa Estatura para Idade
Baixo Peso para Idade
Crescimento Infantil
Curvas de Crescimento
Desnutrição Infantil
Suruí de Rondônia
Nanismo Nutricional
DeCS: Brasil
Saúde de Populações Indígenas
Índios Sul-Americanos
Ecossistema Amazônico
Epidemiologia
Antropometria
Anemia
Avaliação Nutricional
Baixo Peso para Idade
Desenvolvimento Infantil
Inquéritos Nutricionais
Data do documento: 2006
Editor: Sociedade Brasileira de Pediatria
Referência: ORELLANA, Jesem D. Y.; et al. Estado nutricional e anemia em crianças Suruí, Amazônia, Brasil. Jornal de Pediatria, v. 82, n. 5, p. 383-388, 2006.
DOI: 10.2223/JPED.1528
ISSN: 0021-7557
Direito autoral: open access
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