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Title: Demarcação de terra indígena, saúde e novas territorialidades na transposição do São Francisco no povo Pipipã, em Floresta-PE
Other Titles: Demarcation of indigenous land, health and new territorialities in the transposition of the São Francisco River in the Pipipã people, in Floresta-PE, Brazil
Authors: Gonçalves, Glaciene Mary da Silva
Silva, Edson Hely
Bezerra, Virgínia Carmem Rocha
Gurgel, Idê Gomes Dantas
Costa, André Monteiro
Affilliation: Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. Recife, PE, Brasil
Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Educação. Recife, PE, Brasil
Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. Recife, PE, Brasil
Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. Recife, PE, Brasil
Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães. Recife, PE, Brasil
Abstract: A demarcação de terra interconecta-se com a reprodução social e a saúde dos povos indígenas. Encontra-se desafiada pela economia globalizada e a implantação de grandes empreendimentos desenvolvimentistas nos territórios indígenas. Este artigo objetiva refletir sobre demarcação de terra indígena, saúde e novas territorialidades na implantação da transposição do rio São Francisco, no povo Pipipã, em Floresta-PE. A abordagem teórico-metodológica para o estudo é a reprodução social e a saúde formulada por Juan Samaja. Trata-se de estudo analítico, qualitativo, com a realização de entrevistas, observação participante e oficinas participativas nas aldeias cortadas pelo Eixo Leste da transposição. Evidencia-se meio século de mobilizações dos Pipipã pela demarcação de terra, marcadas por entraves políticos nos âmbitos municipal, estadual e nacional. A demarcação de terra inter-relacionou-se com a saúde e representou o maior sonho dos indígenas. Para vencerem o medo, no contexto da transposição, assumiram compromissos de união, participação e marcação do território com os rituais. A transposição desestruturou relações, inseriu novas territorialidades, ampliou os desafios de demarcação de terra, agravou a saúde indígena e não promoveu o acesso à água transposta, principal objetivo do projeto, configurando uma situação de injustiça ambiental
Abstract: Land demarcation is interconnected with the social reproduction and health of indigenous peoples. It is challenged by the globalized economy and the implementation of large developmental projects in indigenous territories. This article aims to reflect on the demarcation of indigenous land, health and new territorialities in the implementation of the transposition of the São Francisco River, in the Pipipã people, in Floresta-PE. The theoretical-methodological approach to the study is social reproduction and health formulated by Juan Samaja. This is an analytical, qualitative study, with interviews, participant observation and participatory workshops in the villages crossed by the East Axis of transposition. There is evidence of half a century of mobilizations by the Pipipã for land demarcation, marked by political obstacles at the municipal, state and national levels. Land demarcation was interrelated with health and represented the greatest dream of the indigenous people. To overcome fear, in the context of transposition, they assumed commitments of union, participation and marking the territory with rituals. The transposition disrupted relationships, introduced new territorialities, expanded the challenges of land demarcation, worsened indigenous health and did not promote access to transposed water, the main objective of the project, configuring a situation of environmental injustice
Keywords: Brazil
Indians, South American
Health of Indigenous Peoples
Infrastructure project
Health and environment
Keywords: Pernambuco
Região Nordeste
Pipipã
Demarcação de Terras
Projeto de Infraestrutura
DeCS: Brasil
Saúde de Populações Indígenas
Índios Sul-Americanos
Saúde Ambiental
Issue Date: 2022
Publisher: Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS-UERJ).
Citation: GONÇALVES, Glaciene Mary da Silva; et al. Demarcação de terra indígena, saúde e novas territorialidades na transposição do São Francisco no povo Pipipã, em Floresta-PE. Physis: Revista de Saúde Coletiva [online]. v. 32, n. 1, p. e320115, 2022. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/physis/2022.v32n1/e320115/#. Acesso em: 27 jun. 2022
metadata.dc.identifier.doi: https://doi.org/10.1590/S0103-73312022320115
Copyright: open access
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