Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://ds.saudeindigena.icict.fiocruz.br/handle/bvs/874
Título: As lutas indígenas em contextos de injustiças e conflitos ambientais: vida, saúde e mobilizações dos povos Tupinikim e Guarani Mbyá no Norte do Espírito Santo
Orientador: Porto, Marcelo Firpo de Souza
Autor(es): Rocha, Diogo Ferreira da
Coorientador: Barca, Stefania
Resumo: Nas últimas décadas, os povos indígenas têm se mobilizado em torno da garantia jurídica e da continuidade das relações ecológicas que estabelecem em seus territórios tradicionais e resistido ao avanço da economia de mercado ou de obras públicas sobre as áreas necessárias à sua reprodução física, cultural e simbólica. Eles esperam que ao alcançarem o reconhecimento público de sua territorialidade, também possam assegurar a continuidade de suas práticas tradicionais e fortaleçam as pressões sobre o Estado para formular e executar políticas públicas que contribuam para o enfrentamento das consequências negativas das transformações territoriais sobre seu modo de vida e saúde coletiva. O estudo analisou as dinâmicas de tais mobilizações nas terras indígenas dos povos Tupinikim e Guarani Mbyá em Aracruz/ES. Também analisou as estratégias que estas comunidades têm empreendido para assegurar o acesso, a qualidade e o respeito às diferenças étnicas, no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. O estudo qualitativo foi realizado através de entrevistas em profundidade complementadas por análise documental e revisão de fontes secundárias. Conclui que as lutas políticas indígenas trazem consigo um potencial emancipatório a partir de demandas baseadas em relações específicas com a terra, com os ecossistemas e de cuidado à saúde, mas que os povos indígenas, através de suas lutas, ainda não conseguiram traduzí-las em políticas públicas. Conclui também que as políticas de saúde têm sido pouco permeáveis às demandas indígenas que rompem com a reivindicação de superioridade epistêmica do saber biomédico e podem reconfigurar as relações que estas comunidades estabelecem com o SASI. Por esses motivos, considera que tanto as políticas socioambientais quanto as políticas de saúde não cumprem seu potencial de mitigação dos efeitos negativos das injustiças ambientais, uma vez que agências por elas responsáveis continuam marginalizadas dentro da estrutura estatal e permanecem pouco articuladas entre si e com as demandas indígenas gestadas no território. As poucas iniciativas de diálogo com a população local permanecem subfinanciadas e insuficientes para o atendimento das reais necessidades das comunidades indígenas.
Palavras-chave: Brasil
Saúde de Populações Indígenas
Região Sudeste
Atenção à Saúde Indígena
Políticas de Saúde
Espírito Santo
Políticas Públicas
Guarani Mbyá
Territorialidade
Atenção Diferenciada
Pesquisa Qualitativa
Tupiniquim
Tupinikim
DeCS: Brasil
Saúde de Populações Indígenas
Atenção à Saúde
Política de Saúde
Política Pública
Territorialidade
Data do documento: 2017
Referência: ROCHA, Diogo Ferreira da. As lutas indígenas em contextos de injustiças e conflitos ambientais: vida, saúde e mobilizações dos povos Tupinikim e Guarani Mbyá no norte do Espírito Santo. 2017. 319 f. Tese (Doutorado) - Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2017
Local de defesa: Rio de Janeiro/RJ
Instituição de defesa: Fundação Oswaldo Cruz
Direito autoral: open access
Aparece nas coleções:AS - Teses de Doutorado

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