AN - Teses de Doutorado

Documento escrito que relata os resultados ou as conclusões de uma pesquisa científica original, submetido pelo autor para obtenção de título acadêmico de doutor.

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    Saberes e fazeres Javaé: estudo das práticas tradicionais alimentares indígenas, da década de 1990 a 2020
    (2020) Pereira, Tamiris Maia Gonçalves; Nazareno, Elias
    O objetivo da presente tese é discutir a alimentação como tradição cultural do povo indígena Javaé, habitante da Ilha do Bananal - TO, para compreender seu cotidiano social e suas relações humanas. Pretende analisar e compreender suas práticas alimentares, a partir da década de 1990 até 2020. O recorte temporal escolhido acompanha o momento em que as abordagens teóricas e metodológicas das ciências sociais passaram a perceber as relações de poder e subalternidade por meio das propostas da interculturalidade crítica e da decolonialidade. O recorte temporal também acompanha o momento de maior impulso de produções relacionadas aos Estudos da Alimentação e à História da Alimentação. Para a realização da pesquisa foram utilizados dados bibliográficos, imagéticos e informações orais obtidas por meio de conversas com indígenas Javaé. Investigamos em que circunstâncias a denominação “alimentação tradicional” surge para esse povo e quais as concepções epistemológicas em torno dela. Além disso, buscamos viabilizar e visibilizar discussões abafadas e escamoteadas, no que concerne às lutas sociais pelo reconhecimento e respeito aos seus modos de vida e práticas alimentares, que passaram por processos diversos de subalternização no transcurso da colonização. Neste sentido, a investigação sobre a alimentação permite que conhecimentos e saberes indígenas Javaé sejam legitimados e valorizados frente à cultura nacional brasileira.
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    Pesquisas antropométricas nos índios Mawé, Karajá e Kayapó
    (1958) Bellizzi, Ataliba Macieira; n/t
    Neste trabalho, o autor analisa os dados antropométricos colhidos em 1956 e 1957 em 124 índios Mawé, 88 Karajá e 57 Kayapó além de fornecer algumas informações sobre a cultura, em especial a alimentação desses povos.
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    Determinantes do crescimento linear e ganho de peso de crianças em Acrelândia, Estado do Acre, Amazônia Ocidental Brasileira
    (2014) Lourenço, Bárbara Hatzlhoffer; Cardoso, Marly Augusto
    Introdução: Investigações sobre o crescimento linear e o ganho de peso durante a infância em regiões de baixa e média renda são relevantes ao avanço do conhecimento científico e ao planejamento de ações para promoção da saúde no contexto de transição nutricional que afeta tais áreas. Objetivo: Investigar determinantes do crescimento linear e ganho de peso de crianças residentes no município de Acrelândia, Estado do Acre, Amazônia Ocidental Brasileira. Métodos: O presente estudo longitudinal de base populacional foi constituído a partir de dois inquéritos transversais de base populacional conduzidos em 2003 e 2007, com dois inquéritos de seguimento realizados em 2009 e 2012. Foram realizadas entrevistas domiciliares para levantamento de informações sociodemográficas, características maternas e morbidade recente da criança, além de coleta de amostra de sangue e exame antropométrico. Os desfechos de interesse foram a variação em escores Z de altura e índice de massa corporal (IMC) para idade. Utilizaram-se modelos de regressão linear mistos para a análise dos dados longitudinais. Resultados: Os principais determinantes do crescimento linear mensurado em escores Z de altura para idade durante a infância foram o índice de riqueza domiciliar e a posse de terra, além da altura materna e de peso e comprimento da criança ao nascer. O ganho de peso verificado por escores Z de IMC para idade foi positivamente associado ao índice de riqueza domiciliar e ao IMC materno até os 10 anos de idade. Houve associação positiva entre estado inflamatório de baixo grau na linha de base do estudo (definido por maiores concentrações de proteína C-reativa até 1 mg/L) e incremento em escores Z de IMC para idade durante o seguimento entre crianças a partir de 5 anos de idade. O alelo de risco do gene associado à massa gorda e obesidade (FTO rs9939609) relacionou-se a maior ganho em escores Z de IMC para idade durante a infância, com modificação de efeito pelo estado inicial de vitamina D, com papel genético mais pronunciado entre crianças com concentrações insuficientes de vitamina D. O aumento em escores Z de IMC durante a idade escolar foi também associado à resistência à insulina nas crianças estudadas. Conclusão: Em uma área de baixa renda, confirmou-se a influência do contexto socioeconômico e de fatores intergeracionais representados por características maternas sobre o crescimento linear e o ganho de peso na infância. O incremento de peso foi influenciado também por um cenário em que deficiências de micronutrientes, elevada morbidade e interação entre fatores genéticos e nutricionais coexistem com panorama crescente de sobrepeso e obesidade.
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    Saúde indígena na amazônia brasileira: estudo de caso sobre a experiência de gestão conveniada da assistência à saúde da população indígena do alto rio Negro - AM.
    (2008) Silva, Renata de Oliveira; Escrivão Junior, Álvaro
    Esta pesquisa é um estudo de caso que analisa a experiência realizada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, em convênio com a Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, na gestão do sistema de serviços de saúde para a população indígena do alto rio Negro – Amazonas, no período de 2002 a 2006. Foram realizadas entrevistas com atores-chave por meio de roteiro semi-estruturado e analise de documentos. Os resultados indicam uma falta de articulação entre as conveniadas. Verificou-se que não houve transparência de decisões entre as partes, ou preocupação com a qualificação para tratar de uma questão tão complexa quanto a saúde dos indígenas do rio negro. Ainda, os recursos eram transferidos de maneira irregular e em volume insuficiente, causando descontinuidade e problemas de gestão da política. Conclui-se que ainda exista um caminho a ser percorrido pelas organizações que se submeteram a executar a gestão da saúde indígena dos povos rio-negrinos para a obtenção de um serviço de qualidade em razão de suas especificidades e a da complexidade da gestão.
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    Herdabilidade de traços relacionados a adiposidade, homeostase da glicose e perfil lipídico na população indígena xavante
    (2016) Santos, Marcia Costa dos; Moisés, Regina Célia Mello Santiago
    Objetivo: Os índios Xavante representam uma população geneticamente isolada com alta prevalência de obesidade, diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica Os objetivos deste trabalho foram caracterizar o perfil lipídico, estimar a herdabilidade de traços relacionados às medidas de adiposidade, homeostase da glicose e perfil lipídico e; investigar a presença de pleiotropia entre os componentes lipídicos nesta comunidade indígena brasileira. Métodos: A população estudada foi composta de 955 indivíduos Xavante não miscigenados e com idade média de 42 ± 19.2 anos. Os participantes foram submetidos a exame físico incluindo medidas de IMC (índice de massa corporal) e circunferências abdominal e de quadril. O gordura corporal foi avaliada através de bioimpedância e do índice de adiposidade corporal (BAI). Foram avaliados os níveis séricos de glicemia jejum, glicemia 2h após sobrecarga com 75g de glicose, peptídeo C, adiponectina, colesterol total, LDL- c, HDL-c, VLDL-c, apolipoproteina A1 e apolipoproteina B. A herdabilidade (h2) e correlações genética e ambiental foram estimadas através da análise dos componentes de variância (modelo poligênico), com modelos sem ajuste e modelos ajustados para idade e sexo, usando o programa SOLAR. Heterogeneidade entre os sexos na estimava de herdabilidade foi avaliado em ambos os modelos. Resultados: A prevalência de dislipidemia, principalmente de HDL-c baixo ou triglicérides elevados, foi de 77.5%, maior em homens que mulheres (82.7% vs 72.5%; p:0.0002). Risco cardiovascular elevado (definido como relação apolipoproteina B: apolipoproteina A1 > 0.9 em homens e > 0.8 em mulheres) foi observado em 15.9% dos indivíduos. Exceto pela glicemia 2h pós-sobrecarga com glicose, todas as demais variáveis apresentaram herdabilidade significante. Os traços que apresentaram estimativas de herdabilidade alta a moderada, sob modelo ajustado foram: circunferência abdominal (0.55), IMC (0.49), gordura corporal total (0.45), circunferência de quadril (0.46), BAI (0.36), colesterol total (0.45) e LDL-c (0.36). Estimativas de herdabilidade para traços relacionados à homeostase da glicose foram menores, variando de 0.15 a 0.35. As mulheres apresentam maior herdabilidade que os homens para IMC, BAI, gordura corporal total e circunferências de quadril e abdome. Correlações genéticas elevadas foram observadas entre os seguintes pares de lipoproteínas: colesterol total e LDL-c e apo B; VLDL-c e apo B, triglicerídeo e colesterol total e, entre LDL-c e apo B. Conclusão: Na população indígena Xavante observamos alta prevalência de dislipidemia, principalmente devido hipertrigliceridemia e baixo HDL-c. Identificamos participação importante dos fatores genéticos na determinação de traços relacionados à adiposidade e perfil lipídico. Os traços relacionados à homeostase da glicose também apresentam herdabilidade significante, porém em menor magnitude. Por fim, identificamos pleiotropia entre alguns pares de lipoproteínas indicando que um mesmo grupo de genes atua na regulação destes traços.
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    "A gente é como aranha ... vive do que tece": nutrição, saúde e alimentação entre os Índios Kiriri do Sertão da Bahia.
    (2007) Pacheco, Sandra Simone Queiroz de Morais; Carvalho, Maria Rosário Gonçalves de
    O objeto central da tese é o perfil antropométrico das crianças na faixa etária de 0 a 5 anos do povo indígena Kiriri, assim como suas condições de saúde e práticas alimentares cotidianas. O percurso metodológico para a apreensão dessas três dimensões privilegiou o método da observação participante com registro etnográfico, ao abrigo do qual foram utilizadas também técnicas de caráter quantitativo. Das 365 crianças de 0 a 5 anos residentes na Terra Indígena Kiriri, 306 (83,83%) participaram do estudo. Os resultados evidenciaram, notadamente, uma elevada prevalência de processos crônicos de Desnutrição pelo Indicador Altura/Idade (19,9%), cuja prevalência está muito além da aceitável pela Organização Mundial de Saúde, que é de 2,3 % (OMS, 1995). Do ponto de vista nutricional, a alta relevância de Desnutrição crônica representa reduzida garantia de segurança alimentar infantil, não só ao nível doméstico mas também comunitário, assim como precárias condições de prevenção e manutenção da saúde. Visando melhor conhecer e descrever a situação nutricional na Terra Indígena Kiriri, os indicadores Peso/Estatura, Peso/Idade e Estatura/Idade foram cruzados com variáveis consideradas importantes no quadro multicausal da Desnutrição. As variáveis selecionadas foram sexo, idade, escolaridade materna e aleitamento. Em relação às variáveis sexo e aleitamento, não se observou associação entre elas e a ocorrência de Desnutrição. Destacada a questão do déficit de crescimento, observou-se que das 60 (20,3%) crianças que apresentaram Desnutrição pelo indicador Estatura/Idade, aproximadamente 87,0% possuem mães com escolaridade até a 4ª série. Constatou-se, também, que crianças entre 24 e 59 meses de idade representam 57,4% do total de crianças desnutridas. Em uma perspectiva comparativa entre os dois Grupos em que está dividida, hoje, a população indígena, a Desnutrição tem uma distribuição geográfica específica, sendo que no Grupo liderado pelo cacique Lázaro, a prevalência da Desnutrição crônica é maior (24,6%) do que no Grupo liderado pelo cacique Zenito (13,0%). Um estudo focal foi realizado entre as famílias com crianças Desnutridas no grupo local de Mirandela, de modo a melhor compreender alguns fatores envolvidos na determinação do Déficit de crescimento. As formas de cuidado e cura que conformam o sistema de saúde local foram observadas numa perspectiva relacional, identificando-se um campo complexo onde diferentes demandas são articuladas a órgãos oficiais e conhecimentos locais, de modo a atender às necessidades materiais, relações de poder e prestígio, motivações históricas, etc. As observações sobre as práticas alimentares Kiriri demonstram uma dieta alimentar baseada no feijão e farinha de mandioca, e complementada por tubérculos e cereais (batata-doce, pão, arroz e farinha de milho). De modo geral, a marca dessa alimentação cotidiana é a monotonia. Entre as carnes, a preferência incide sobre a de boi. Atenção foi, igualmente, dirigida para as técnicas culinárias, a cozinha, a comida e o comer. A observação do sistema alimentar Kiriri se constitui em elemento fundamental para o respeito à sua especificidade cultural e elaboração de políticas públicas que contribuam para o equacionamento do seu problema de (in) segurança alimentar.
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    Iri'Karawa, Iri'Wari: um estudo sobre práticas alimentares e nutrição entre os índios Wari' (Pakaanova) do sudoeste amazônico
    (2004) Leite, Maurício Soares; Santos, Ricardo Ventura; Coimbra Junior, Carlos Everaldo Alvares
    A despeito da relevância do tema, as condições de alimentação e nutrição das populações indígenas no Brasil permanecem largamente desconhecidas. O presente estudo examina o caso de uma comunidade Wari , grupo indígena localizado em Rondônia, no sudoeste amazônico. Ao longo de um trabalho de campo com duração de oito meses, foram realizados dois inquéritos antropométricos e dois inquéritos quali-quantitativos de consumo alimentar, de modo a investigar variações sazonais nas condições de nutrição. O trabalho envolveu ainda observação participante e entrevistas informais e semi-estruturada. Tanto o consumo alimentar como os perfis antropométricos indicam condições mais desfavoráveis durante os meses de chuva. O estudo revela um conjunto extenso de regras e princípios coerentes aos quais os Wari submetem suas práticas cotidianas direta ou indiretamente ligadas à alimentação. Mais que isso, sob diversos aspectos estas condutas refletem sua dinâmica social, seus conceitos de fisiologia, suas relações com o meio-ambiente e assim por diante. O perfil nutricional é visto como um indicador bastante sensível de suas condições de vida e revela um quadro amplamente desfavorável, confirmado pelo exame das condições sanitárias e dos perfis de mortalidade e morbidade. As prevalências de baixa estatura e peso entre as crianças Wari estão entre as mais elevadas já registradas na literatura sobre populações indígenas no Brasil. O sobrepeso é praticamente ausente, seja qual for a faixa etária considerada. São discutidos o alcance e as implicações das mudanças observadas na economia do grupo e especialmente sua articulação com o mercado regional. Aponta-se para a necessidade de se considerar a sazonalidade na definição de rotinas de vigilância nutricional e na discussão dos perfis de nutrição de povos indígenas. A situação nutricional da população Wari apresenta-se como expressão das desigualdades que a separam do restante da população brasileira, e reflete as interações entre aspectos ecológicos, sanitários, socioculturais e econômicos. O trabalho enfatiza a necessidade de se realizarem estudos que, de forma concomitante, considerem aspectos epidemiológicos e antropológicos com vistas a traçar um panorama mais amplo dos determinantes das condições alimentares e nutricionais dos povos indígenas no Brasil.
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    Obesidade e fatores associados entre os adultos Xavante, Mato Grosso, Brasil
    (2014) Tavares, Felipe Guimarães; Coimbra Junior, Carlos Everaldo Alvares; Cardoso, Andrey Moreira; Welch, James Robert
    Introdução: A obesidade é considerada um importante problema de saúde pública na atualidade, constituindo-se um fator de risco para diversas doenças não transmissíveis. Entre os povos indígenas no Brasil, a emergência de obesidade tem sido associada a mudanças nos padrões de alimentação, de atividade física e de exposição a determinantes sociais da saúde, em geral relacionados à história de contato com sociedades não indígenas. Este estudo teve por objetivo descrever a ocorrência de obesidade e fatores associados em adultos indígenas Xavante. Métodos: Trata-se de um inquérito nutricional realizado na população Xavante das terras indígenas Pimentel Barbosa e Wedezé ≥ 15 anos, estado do Mato Grosso, Brasil Central, no período de junho a agosto de 2011. Foram investigadas oito das 10 aldeias existentes no território. Coletaram-se dados antropométricos, de bioimpedância e socioeconômicos. Resultados: Participaram deste estudo 479 indivíduos e de ambos os sexos, correspondendo a 92,4% da população alvo. O índice de massa corporal apresentou média de 26,9kg/cm2 (DP: 3,8). Mais da metade da população apresentava excesso de peso (sobrepeso: 43,0%; obesidade 20,9%). No modelo de regressão, as prevalências de obesidade foram maiores nos indivíduos com idade entre 20 e 49 anos, em indivíduos morando em domicílios com nível médio de consumo de alimentos de cultivo e criação, e morando em domicílios com nível baixo de consumo de alimentos de coleta, caça e pesca. Essas prevalências também foram maiores em indivíduos classificados nos níveis médio e alto do indicador socioeconômico de bens de casa, estimado por análise fatorial. Foram observadas fortes correlações do índice de massa corporal, do perímetro da cintura e do percentual de gordura corporal entre si e com medidas de peso e dobras cutâneas (tricipital e subescapular). Conclusão: A obesidade é um problema de saúde presente entre os Xavante, estando associada a fatores socioeconômicos e padrões de subsistência e consumo alimentar. Faz-se necessária à criação e implementação de políticas públicas de saúde e nutrição voltadas para estes povos, principalmente no âmbito da prevenção das doenças e agravos não transmissíveis, atentando para suas especificidades culturais.
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    Estudo das características culturais e sócio-econômicas da aldeia indígena Jaraguá-Ytu, São Paulo, Brazil, correlacionando-as com a prevalência de parasitos intestinais
    (2010) Neves, Eduardo Ribeiro; Kawano, Toshie; Tolezano, José E.
    Foi realizado um estudo das características histórico-social da aldeia indígena Jaraguá-Ytu, São Paulo, Brasil, em relação a tradições, costumes, hábitos de higiene, condições de saneamento e aspectos culturais, correlacionando com a prevalência de parasitos intestinais e um trabalho de educação sanitária continuada. Os indígenas estavam vivendo em precárias condições de moradia e higiene, além de estarem sofrendo um forte processo de aculturação, devido à proximidade as cidades do entorno como Pirituba e Lapa, além da influência de programas assistencialistas. Foi realizado um estudo transversal descritivo, por meio de um levantamento parasitológico com uma coleta de amostras de fezes em 55 indígenas que participaram deste estudo. Além, de entrevista e preenchimento de questionário entre os indígenas participantes deste estudo. Dos 55 indígenas participantes do estudo, 23 (41,8%) foram positivos para um ou mais enteroparasitos, sendo o protozoário Giardia lamblia, o que apresentou maior prevalência entre os indígenas, 13 casos(56,5%), seguido de Entamoeba coli, 12 casos (52,1%); Hymenolepis nana, 09 casos (39,1%); Endolimax nana, 08 casos (34,7%) e Ascaris lumbricoides, 01 caso (4,3%). Portanto, os parasitos de maior prevalência foram os protozoários Giardia lamblia e Entamoeba coli, parasitos veiculado principalmente por água contaminada. (AU)
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    O cuidado à saúde da população indígena Mura de Autazes-Amazonas: a perspectiva das enfermeiras dos serviços
    (2017) Pina, Rizioléia Marina Pinheiro; Püschel, Vilanice Alves de Araújo
    Introdução: A pesquisa analisa em uma perspectiva etnográfica o cotidiano de cuidado de enfermeiras à população indígena Mura do município de Autazes-Amazonas. Objetivo: Analisar a perspectiva das enfermeiras sobre o cuidado à saúde da população indígena Mura do município de Autazes-Amazonas. Metodologia: Trata-se de um estudo etnográfico, realizado com dez enfermeiras que atuavam no cuidado à população indígena Mura no Município de Autazes, nos cenários do Hospital de Autazes e dos Polos- Base das aldeias de Pantaleão e Murutinga. O trabalho de campo foi realizado no período de agosto de 2015 a janeiro de 2016, sendo coletados os dados por meio da observação participante, com anotação sistemática em diário de campo, e de entrevistas semi- estruturadas, seguindo um roteiro com aspectos relacionados ao perfil das participantes e perguntas voltadas ao conhecimento sobre saúde indígena, experiência do cuidar do indígena e formação do enfermeiro para atuação em contexto indígena. A coleta e a análise de dados foram realizadas concomitantemente durante toda a realização do trabalho de campo, que foram agregados em temas, elaborados com base nas observações de campo e nos dados das entrevistas, sendo discutidos segundo o referencial da antropologia da saúde, das Políticas de Saúde Indígena, dos conceitos de cuidar/cuidado em um sentido mais amplo no campo da Enfermagem e, em particular, na perspectiva do cuidado transcultural. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de São Paulo. Resultados: Foram elencados seis temas que discorrem sobre os cuidados de enfermagem à saúde indígena, envolvendo os desafios e as dificuldades vivenciadas pelas participantes do estudo. Os temas que emergiram foram: Práticas de cuidado de enfermeiras à população indígena Mura de Autazes; O contexto hospitalar e o cuidar do indígena Mura; Cuidados diferenciados e atenção diferenciada: entre modos de olhar e de cuidar da população indígena Mura; Aspectos culturais que envolvem o cuidado ao indígena Mura: dificuldades e desafios para enfermeiras; Fragilidades estruturais dos serviços: dificuldades e desafios para as ações de saúde junto à população indígena e Fragilidades na formação do enfermeiro para atuação em contexto intercultural. Conclusão: Os resultados revelam a necessidade premente de mudanças estruturais no processo de trabalho e melhores condições para realização das ações de cuidados da enfermeira à população indígena; de formação continuada que contemple as especificidades culturais da população indígena; de ação interdisciplinar que promova o diálogo entre saúde, antropologia e cuidado transcultural para minimizar atitudes etnocêntricas dos profissionais de saúde à população assistida no contexto investigado. Recomenda-se fortemente que as Instituições de Ensino Superior em regiões geográficas com população indígena reorientem seus currículos para a formação do enfermeiro para atuar em contexto intercultural e com competências para prestar atenção diferenciada à população indígena. Novas pesquisas precisam ser desenvolvidas para preencher lacunas nessa área de conhecimento.
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    Estudo da transmissão materno fetal do vírus linfotrópico de células T humanas do tipo II em um grupo indígena kaiapo
    (1999) Novoa, Patricia Correia Rodrigues
    HTLV-11 infection has been shown to be endemic in a number of indigenous populations in North, Central, and South America. Previous studies on small numbers of Guaymi lndians, in Changuinola, Panama, have indicated there might also be groups with endemic infection in that country. Several of the southern American Indian populations have documented a high seroprevalence rates suggesting that there are foci of endemic infection in the Amazon region.The existence of infection with Human T Lymphotropic Virus Type II has been recently demonstrated among the Kaiapo indians. The modes of transmission of HTLV-1 and II are generally similar to those of Human Immunodeficiency Virus (HIV) and include mother-to-child transmission by blood transfusion and among intravenous drug users and sexual intercourse. in the present study, we have employed serological and molecular methods to estimate the rate of mother-to-child transmission of HTLV-II in Kaiapo Indians from Xingu Nacional Park in the northern region of Brazil. Sera (238) from two lndian groups were collected in January 1996 and analyzed by ELISA and Western Blot. One hundred and nine samples were reactive by both technics, showing a seroprevalence rate of 45,7 por cento. Of these, twenty nine samples were from mothers and fifty three from their children. Among children with ages between 18 months and 12 years, 47,5 por cento Vertical transmission is an important route of infection. HTLV-11 has alredy been detected in breast milk of infected mothers and there has been one reported case where transmission of HTLV-11 appears to have directly resulted from breast feeding
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    Mulheres Pankarau do semiárido Pernambuco: uma etnografia do sistema de parto e nascimento local
    (2013) Giberti, Andrea Cadena
    Este trabalho pretende compreender como se dá o Processo de Nascimento entre a população indígena Pankararu de Pernambuco, tratando principalmente dos cuidados e itinerários a ele associados, a partir da experiência de algumas mulheres indígenas. Para isso, será feito o exercício de olhar primeiramente o contexto e cultura indígena locais, considerando suas relações com os encantados e a sociedade envolvente, principalmente com os sistemas oficiais de saúde disponibilizados pelo Estado. No contexto Pankararu, o nascimento envolve tanto os conhecimentos e práticas biomédicas e indígenas, como a utilização de remédios do mato, passar pelo atendimento pré-natal, a realização do parto domiciliar ou hospitalar, além do batizado em casa. Para esta pesquisa foi utilizado o método etnográfico por meio da observação participante e de entrevistas semiestruturadas que viabilizaram apreender alguns dos saberes locais dessa população, relacionados ao parto e nascimento. O principal resultado desta investigação foi a revelação de como tem sido a assistência e experiência dessas mulheres com relação à sua saúde reprodutiva, considerando a demanda de contracepção, a ocorrência de partos em casa e nos hospitais, o trabalho das parteiras indígenas e o resguardo para controle da dona-do-corpo.
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    Estado nutricional, doenças crônicas e condição socioeconômica das famílias Khisedje que habitam o Parque Indígena do Xingu.
    (2013) Galvão, Patrícia Paiva de Oliveira
    A populacao indigena brasileira passa por profundas mudancas ecologicas, sociais e economicas, que podem trazer consequencias diretas sobre os padroes nutricionais. Objetivo: este estudo transversal teve como objetivo principal verificar a coexistencia de doencas cronicas, em adultos, e de deficits nutricionais, em menores de 5 anos (familia ampliada), bem como suas relacoes com a condicao socioeconomica dos indigenas Khisedje que vivem no Parque indigena do Xingu (Brasil Central). Metodos: foram realizados exames fisicos (peso, estatura, perimetro abdominal e pressao arterial) e bioquimicos (glicemia, colesterol total e fracoes e triglicerides) em 179 adultos (20 a 89 anos de idade); dados de peso e estatura de 61 criancas menores de cinco anos foram avaliados a partir das fichas individuais ja existentes e a condicao socioeconomica foi avaliada por meio de questionario padrao, aplicado em cada domicilio com o auxilio de um interprete. Na descricao dos dados utilizaram-se medidas de tendencia central e de dispersao (variaveis quantitativas) e porcentagens (variaveis qualitativas). A existencia de relacao entre as presencas dos desfechos de interesse (condicao nutricional ou doencas cronicas) segundo sexo ou situacao socioeconomica foi avaliada pelo coeficiente de correlacao de Pearson. Resultados: Observou-se, entre os adultos, prevalencias de 42,4% de sobrepeso e de 98% de doencas cronicas (diabetes, hipertensao arterial ou dislipidemia), principalmente dislipidemia (84%). Entre as criancas a prevalencia de desnutricao foi 36% (A/I <-2 escore-z). Porem, essas condicoes nao se associaram a condicao socioeconomica de cada familia. Conclusao: Novos estudos sao necessarios no sentido de se identificar possiveis variaveis que possam, de fato, discriminar a condicao socioeconomica dos indigenas que vivem em aldeias
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    Desnutrição infantil no município de maior risco nutricional do Brasil: Jordão, Acre, Amazônia Ocidental (2005-2012)
    (2017) Araújo, Thiago Santos de; Chiaravalloti Neto, Francisco
    Introdução: As modificações econômicas, política e sociais ocorridas no Brasil, iniciadas com o movimento de redemocratização do país, favoreceram o investimento em políticas públicas com impacto marcante na nutrição infantil inclusive em municípios do interior da Amazônia. Esse movimento promoveu alterações importantes na estrutura epidemiológica da desnutrição, contudo, a modulação dessas transformações por fatores da paisagem Amazônica ainda é pouco investigada. Objetivo: Medir a prevalência da desnutrição, analisar sua evolução temporal, sua distribuição espacial, seus fatores associados e suas respectivas Frações de Impacto Potencial (PIF) em crianças pré-escolares da Amazônia. Metodologia: Os dados deste trabalho são oriundos de dois inquéritos de base populacional realizados nos anos de 2005 e 2012 com, respectivamente n=478 e n=836 crianças da zona urbana e rural de Jordão, Acre. A variável dependente do estudo foi o déficit de altura para idade (HAZ
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    Perfil epidemiológico dos indígenas referenciados para Casa de Saúde Indígena do Distrito Federal
    (2017) An, Lívia Umebara Lopes
    Esta dissertação visa caracterizar o perfil epidemiológico dos pacientes indígenas referenciados à CASAI-DF, bem como identificar outras morbidades, dados sóciodemográficos e resolução dos problemas que geraram os encaminhamentos. Método: Constitui um estudo epidemiológico transversal, de base institucional, retrospectivo acerca do perfil epidemiológico dos indígenas encaminhados à CASAI/DF através da adaptação de dois instrumentos de coleta de dados um proposto por Dantas (2010) e outro adivindo do prontuário do Ambulatório de Saúde Indígena do Hospital Universitário de Brasília (ASI-HUB). A população de estudo foi composta por 109 prontuários de indígenas com idade superior a 18 anos e a análise foi realizada através do programa SPSS Statistics 20. Resultados e discussão: Entre os pacientes encaminhados para a CASAI-DF, 33 (30,0%) apresentaram patologias associadas a quatro principais tipos de doenças crônicas não transmissíveis, sendo maioria do sexo feminino (p = 0,600), do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xingu (p = 0,919), que não retornaram ao tratamento em Brasília (p = 0,087) e vieram por motivo de consulta ambulatorial (p = 0,868), não apresentando diferença estatisticamente significativa nessas variáveis. Considerações: Os achados dessa pesquisa demonstram que as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são encontradas entre as demais patologias nos povos indígenas encaminhados para tratamento de saúde em Brasília. Apesar de não poder extrapolar esse resultado para os DSEIs e não ser representativo do perfil dos indígenas do Brasil, justificam atendimento voltado para essa área, prestação de um cuidado integral, multidisciplinas e que inclua a cultura indígena valorizando os dois saberes e políticas de saúde que visem à prevenção, promoção e tratamento e reabilitação dos povos indígenas, em todos os pontos de atenção do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI) objetivando a defesa da vida.
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    Prevalência do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em uma população de crianças e adolescentes índias da etnia Karajá.
    (2009) Azevêdo, Paulo Verlaine Borges e; Caixeta, Leonardo Ferreira
    Few studies have been carried out worldwide about ADHD among indigenous children and no study has been conducted in Brazil so far. This study aims to evaluate the estimated prevalence of ADHD among the indigenous populations of Karajá children and adolescents aged 7 to 14 years old. Three of the largest settlements pertaining to this ethnic group were investigated and a sample of 144 subjects of a total population of 350 individuals was collected. The sample was randomly collected and stratified according to the age bands and gender (male and female) proportionally to the size of each participating settlement. Both the CBCL/6-18 (Child Behavior Checklist for ages 6 18) and the TRF (Teacher s Report Form 6-18) were used as instruments of epidemiological tracking of behavioral and emotional problems. Of these instruments, the data used were those compatible with the DSM-IV and ADHD diagnoses as well as Affective Disorder, Anxiety Disorders, Oppositional Defiant Disorders and Conduct Disorders comorbidities. The results indicate a prevalence of 10.4% (95% CI 6.6 14.2) when the respondents are either the parents or the guardians and 2.8% (95% CI 0.7 4.8) when the respondents are the teachers. Of the 144 interviewed participants, 30 had ADHD and comorbidities were 86.7% (95% CI 74.5 98.8) for conduct disorders, 86.7% (95% CI 74.5 98.8) for oppositional defiant disorders, 83.3% Abstract xxviii (95% CI 70.0 96.7) for anxiety disorders and 60% (95% CI 42.5 77.5) for affective disorders. ADHD is then concluded to exist in a population so culturally diverse from that of the east white and to have a high prevalence rate and the comorbidities routinely found in all populations of children from a number of diverse cultures around the globe.